Pesquisar

Direito

terça-feira, 16 de março de 2010

Crise dos 20 Anos



Chegou ela mais uma vez: a crise! Aff, de vez em quando ela aparece só para dizer: “Tow” aqui, você não esta sozinho! Acho estranho as pessoas dizerem que tudo na vida é condicionado a alguma crise, como a atual (não mais atual, neste momento) crise econômica nos EUA que arrasou com o resto do mundo, a crise de terremotos, seguidos um atrás do outro no Haiti, Chile, China, Japão, e até mesmo no Brasil. Bem, mas estou escrevendo sobre minha crise do 20 anos, que chegou assim, de repente, sem menos esperar, ou melhor, esperei 20 anos para que ela chegasse...


Tudo começou com minha primeira crise, lá pra meados de 1995, quando fui matriculado na pré-escola. Não conhecia nada, nem ninguém, nem estava preparando para um mundo novo que surgira dali em diante face a minha vida. O medo dos colegas, da professora, e o pior: ficar longe de “mainha“, mas passou, rapidinho. Minha segunda crise demorou um pouco, mas daí ela surgiu em no final de 1999. Ano novo se aproxima, em especial por ser novo milênio: 2000, todos diziam: “O mundo vai acabar em 2000”. Aquele réveillon foi aterrorizante, achava que nem chegaria a estudar no principal colégio da cidade, uma vez que o meu anterior só tinha (tem até hoje) o ensino fundamental I até a 4ª série. Essa crise foi superada com muito animo, e com um astral incrível, escola nova, vida nova! Porém, aos 12 anos, numa das piores crises existenciais de alguém, quando você deixa de ser criança, mas ainda não é adulto acabamos por descobrir um mundo novo. A principal consequência: deixamos a inocência de lado, rasgada de forma arbitrária pelos adultos que nos consideram capazes de acompanhar seu raciocínio sexual e vulgar. As mudanças do corpo, o crescimento acelerado de pêlos onde você nem esperava (Rsrs), o período AM/FM, a atração por outras pessoas da sua idade, enfim, o ser humano nessa fase sofre! Pra variar, acho que é uma das crises mais “longas” da nossa vida, essas transformações acontecem tão rápido, mas ao mesmo tempo tão devagar, e não sabemos se queremos ser adultos logo, ou ser crianças por um pouco mais.


Perdurei nessa crise até os 14 anos, época em que iria enfrentar um mundo maior, a necessidade de sair do Fundamental, para o Ensino Médio. A partir daqui deixei totalmente as fraudas e mamadeiras de lado, já era capaz de raciocinar, com muita imaturidade ainda, mas já sabia, mais ou menos o que queria da vida! Enfim, foram os considerados Anos Dourados, onde as amizades enraizaram-se, os primeiros amores joviais surgiram avassaladores, o primeiro beijo, mesmo sem saber beijar ainda...


Crise superada! Até a chegada da crise do quem sou eu, para onde vou, de onde eu vim, o que estou fazendo aqui?Foi meio que uma crise filosófica, época do vestibular, o que eu vou fazer para o resto da minha vida, achava esse “resto” muito, uma vez que havia vivido míseros 17 anos, seria realmente o que fazer com toda a minha vida, onde estudar, onde morar, sei lá, quase enlouqueço. Fiz dezenas de testes vocacionais em sites da net, em revistas, jornais, e nada, ou eu gostava de muita coisa, ou tinha medo de me frustrar no mercado de trabalho (ainda tenho esse medo). Profissão escolhida, hora de estudar para o vestibular. Terrível, na melhor fase da sua vida, você ter que limitar as festas, as conversas, as horas na internet, no MSN, mechendo no orkut, etc. Mas o esforço vale a pena. Aprovação no vestibular ainda não garantiu o fim dessa crise, apenas fez com que ela se estendesse até a chegada da próxima, sem interrupções: a crise dos 18 e a da Universidade.


A dos 18 é aquela que você acha que já é dono do próprio nariz, meus pais não mandam mais em mim, eu faço a minha vida do jeito que eu quero e bem entendo... Engana-se quem pensa assim, ou seja, todos os “aborrecentes” recém-saídos do 17 anos. O que acontece a partir daqui é que as coisas permanecem do mesmo jeito, nem há barreiras de fronteiras que delimitem que estamos no auge do 18 anos, a única coisa que muda é que se cometermos um delito, vamos pra cadeia...Já a crise da Universidade, vou chama-la de crise do calouro é como se você fosse uma pequena ilha no meio do oceano, tendo que aprender a conviver com a imensidão das águas, enfim, um novo universo com pessoas de pensamentos e valores bastante diversificadas. É nessa crise que começamos a aprender quem somos e que função iremos desempenhar na sociedade. É uma fase fática, porém cheia de novidades.


Enfim, antes mesmo de sair da crise do calouro, me deparo com a pior de todas as crises vividas por mim até hoje: a crise dos 20 anos. Acompanhada por outra crise sub-existencial:a crise do coração despedaçado que contribui para uma intensa sublimação no correr dos findos 19 anos. Imaginar que o algarismo 1 nas dezenas de minha idade vão deixar de existir, acarreta numa série de síndromes de desespero. Ficar velho, maduro, mas inexperiente. É complicado, ter que provar que é adulto, lutar por seus objetivos, e acima de tudo, já ter a mente aberta para todo o tipo de ideologia advinda das relação com os outros. Trabalhar para garantir minha independência financeira, sonhada desde a crise dos 18 anos garante um poderio de ser capaz. Deixar de sonhar com alguém pra te fazer companhia pela frente e fazer com que esse mero sonho deixe de ser ilusão. É o momento de aprender com os erros, e fazer com que não os cometa mais, de perceber minha humanidade disfarçada por trás de uma carcaça de carne e ossos. Espero que essa crise dos 20 anos me ajude a amadurecer, a controlar meus sentimentos, a respeitar quem e o que EU sou. A amar os outros, depois que amar a mim. Quanto a crise do coração despedaçado, deve ser coisa de momento, logo supero, tenho certeza disso. Ela esta presente em todas as fases da vida de alguém. As vezes achamos que ela surgiu mais forte, ou será que nós estamos mais fracos?


Mas acima de tudo, estou aqui, pra superar mais uma crise, e aguardar a próxima. Já passei por outras, essa é apenas mais uma.


Viva a crise dos 20 Anos, só se tem uma vez na vida!!!

sábado, 13 de março de 2010

Cupido, amigo


Já tive amigos intensos
Amigos verdadeiros
Sensantos, loucos e descabelados
Mas como esse meu cupido, é o primeiro

Quando nos vimos, rolou química, fisica
Matemática, biologia
Introdução ao Direito
E TGE também

Nossa, quanta semelhança cupido!
É tanta e tamanha que gostamos do mesmo ser
Quem diria,
O mundo gira, dá voltas

Penso, choro, vivo
E você esta do meu lado, cupido
Me abraça, te abraço com meu longo braço
Te gosto tanto

Ó cupido, não sei o que seria de mim sem ti
As vezes alegre, as vezes triste
Estamos aí

Obrigado por me ouvir
Te ocupo o tempo, eu sei
Sou chato, estragado
Mas acima de tudo,
Apaixonado

Só queria uma coisa nessa vida
Pelo menos por um minuto
Está no teu lugar
Naquele dia, sabes?

Mas ainda não chegou a minha hora
Sei disso
Você me disse que “tá” tudo errado
Que no final dá tudo certo
Mas, que final pra demorar a chegar!

Valeu pelo tenha forças
Me estimulou, me incentivou
A não desistir, a não baixar meu EGO
A resistir as barreiras
A ultrapassar as fronteiras

Ó cupido, amigo
Bem-vindo ao meu mundo que só você conhece tão bem
Te amo, como amigo
Você sabe disso
Bandido...

Preciso de ti
Preciso dizer que te amo
Preciso da tua presença
Cupido,
Vê se não some, assim, tão de longe...

terça-feira, 9 de março de 2010

Perdi o ônibus



Perdi o ônibus
Sexta-feira à tarde
Deveria estar na faculdade
Mas me perdi em sonhos
Me peguei pensando em você
Quando dei por mim
Já era... Me atrasei
Será que ainda há tempo para te ver?
Tem que "dá"
Vai dar
Eu quero
Você não me engana
Sei que também quer
Quem sabe então na segunda aula?
Isso mesmo, minha aula vai ser contigo
Naquele lugarzinho...
Só te faço um pedido
Não me deixa mais atrasar.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Te encontrei, enfim.


Sentado em um banco qualquer
Pensamentos ao longe
Um pressentimento, um instinto me invade
Algo me diz que vou ver-te

Palavras desperdiçadas
O relógio não pára
E sem ao menos esperar
Meu coração dispara

Um grito, um clamor
Fico sem ar
Quero falar, a voz silencia
Batimentos fortes apoderam-se de mim

Te vejo a minha frente
Meus olhos, como um imã
Se atraem aos teus fixadamente
Sinto meu sangue correr quente às veias

E como num piscar de olhos
Estás aqui, ao meu lado
Sentados naquele banco
Já não é mais um banco qualquer
É nosso, do nosso encontro

As horas parecem acelerar-se
Nem vi, mas o sol já se pôs
Ainda com palavras engasgadas
E como num passe de mágica
Você se vai...

Mas sua presença ficou
Naquele nosso lugarzinho
Denovo a me recompor
Teu sorriso ficou arquivado em mim

E com ele in memorian
Tento mais tarde durmir

Fecho os olhos
E quando os abro
É alvorada
Vem a ansiedade
De mais tarde, acabar com essa saudade

No nosso banco
Ver-te uma vez mais.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Alvorecer

Olho a lua e percebo que seu brilho depende única e exclusivamente do calor intenso do astro rei. Essa sensação de dependência que o luar transmite, faz com que vejamos que não somos independentes.
Existe uma ligação forte entre o anoitecer e o alvorecer. No primeiro o sol despede-se deixando para trás a alegria de luz. Surge, então, a escuridão, não advindo sozinha, acompanham-na milhares de pontos luminosos ao seu redor, reverenciando àquela que é a homenageada da noite.
Por sua vez, a anfitriã da festa, mais esbelta que nunca, lança para o azul toda sua beleza, seus ornamentos. Faz-se então presente, como cenário a milhares de corações apaixonados, que suspiram aliviados com a presença da alma gêmea, findando-se num amor eterno.
A noite cai, e com ela vem de mansinho o alvorecer, anunciando que o rei desperta. A dama da noite cede o espaço ocupado por ela e penetra no mais íntimo profundo, antes jamais habitado, o coração do homem apaixonado, que na noite passada fez promessas entorrecidas de amor sincero à amada.
O sol volta á brilhar, e com ele volta a inocência, iluminada de corações apaixonados, esperando para mais tarde a volta da dama, para enfim unir-se e tornar-se um só na eternidade mágica da noite.

Porque a gente é asssim?



Inverossímil
Gurnir
Obsediante
Romancear,

Nunca te fiz nada
Apenas te vi
Olhares trocados
Pensamentos ousados
O que te fiz?
Que encanto fizeste?
Ou foi pura ilusão?
Não sei!
Ou melhor, sei sim,
É paixão!.. Impossível?!
Impossível é invisível
Mas então, por que não?

Só em te ver, flutuo
Sonho, é, sonhos com sono
Disparo flash's no coração
Você surge
Mas não material
Não rola não?
Fico triste
Que pena...
Sofro, choro
Mas vivo!

Te lacei
Não te tenho
Mas você me tem
Sou humano,
Mano, amo
Amo sim, será?
Só o tempo dirá
Só me respondas antes de ir
Antes de dizer não,
Por que a gente é assim?