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Direito

quinta-feira, 4 de março de 2010

Te encontrei, enfim.


Sentado em um banco qualquer
Pensamentos ao longe
Um pressentimento, um instinto me invade
Algo me diz que vou ver-te

Palavras desperdiçadas
O relógio não pára
E sem ao menos esperar
Meu coração dispara

Um grito, um clamor
Fico sem ar
Quero falar, a voz silencia
Batimentos fortes apoderam-se de mim

Te vejo a minha frente
Meus olhos, como um imã
Se atraem aos teus fixadamente
Sinto meu sangue correr quente às veias

E como num piscar de olhos
Estás aqui, ao meu lado
Sentados naquele banco
Já não é mais um banco qualquer
É nosso, do nosso encontro

As horas parecem acelerar-se
Nem vi, mas o sol já se pôs
Ainda com palavras engasgadas
E como num passe de mágica
Você se vai...

Mas sua presença ficou
Naquele nosso lugarzinho
Denovo a me recompor
Teu sorriso ficou arquivado em mim

E com ele in memorian
Tento mais tarde durmir

Fecho os olhos
E quando os abro
É alvorada
Vem a ansiedade
De mais tarde, acabar com essa saudade

No nosso banco
Ver-te uma vez mais.

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