Sentado em um banco qualquer
Pensamentos ao longe
Um pressentimento, um instinto me invade
Algo me diz que vou ver-te
Palavras desperdiçadas
O relógio não pára
E sem ao menos esperar
Meu coração dispara
Um grito, um clamor
Fico sem ar
Quero falar, a voz silencia
Batimentos fortes apoderam-se de mim
Te vejo a minha frente
Meus olhos, como um imã
Se atraem aos teus fixadamente
Sinto meu sangue correr quente às veias
E como num piscar de olhos
Estás aqui, ao meu lado
Sentados naquele banco
Já não é mais um banco qualquer
É nosso, do nosso encontro
As horas parecem acelerar-se
Nem vi, mas o sol já se pôs
Ainda com palavras engasgadas
E como num passe de mágica
Você se vai...
Mas sua presença ficou
Naquele nosso lugarzinho
Denovo a me recompor
Teu sorriso ficou arquivado em mim
E com ele in memorian
Tento mais tarde durmir
Fecho os olhos
E quando os abro
É alvorada
Vem a ansiedade
De mais tarde, acabar com essa saudade
No nosso banco
Ver-te uma vez mais.
Texto muito bom!
ResponderExcluirP@r@béns!